segunda-feira, 12 de março de 2012

CONTOS EM CAIXAS DE FÓSFOROS



Samir Mesquita é um curitibano que se define como alguém de poucas palavras; talvez seja por esta característica que possa transitar com com tanta desenvoltura pelo mundo dos microcontos.
Samir Mesquita caixa fosforo conto hemingway
Definir o que seria um microconto não é muito fácil; embora encontrando consenso entre os escritores e especialistas das Letras de todo mundo, de que são prosas curtíssimas que se valem apenas de poucas palavras para começarem a existir. Porém eles acabam esbarrando em alguns preceitos da poética e mesmo da prosa, se não esbarrando, misturando-se a eles. Um exemplo disso é que, eventualmente, pequenos contos são confundidos com os famosos haikais, textos poéticos cujo formato é sempre conciso e objetivo.
Mas, discussões à parte, o que todos concordam é que a difícil arte de contar histórias usando pouco mais ou pouco menos de cinqüenta palavras é algo que Samir Mesquita faz bem. Nascido em Curitiba, cidade sulista brasileira, mas que vivendo hoje em São Paulo, o escritor lançou recentemente o seu livro “Dois Palitos” onde rapidíssimas e impactantes histórias nos apresentam bêbados, suicidas, divórcios, mulheres da vida e algum amargor.
E, no estilo do autor, “Dois Palitos” é também um livro micro porque os contos vêm empilhados dentro de uma simpática caixinha de fósforos (que inclusive funciona). Para comprar o livreto e conhecer o microblog de Samir Mesquita, é só visitar a página do autor onde também estão disponíveis contos rápidos numa apresentação bastante interessante. Alguns deles você pode conferir logo aqui abaixo.
Samir Mesquita caixa fosforo conto hemingway
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publicado em artes e ideias por  
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ANJO CAÍDO: O POETA CHARLES BUKOWSKI



Segundo o filósofo francês Jean-Paul Sarte, Bukowski foi "o maior poeta da américa". A poesia de Bukowski privilegia a vida marginal ao sonho americano, e não é raro haver em seus poemas histórias e reflexões sobre carros roubados, jovens e tristes prostitutas, relegados de toda a espécie. Bukowski deu espaço para uma porção dos Estados Unidos que o país tanto busca esconder. Bukowski é o porta-voz dos "anjos caídos" da América.
bukowski, literatura, poesia
Charles Bukowski estava mais ou menos com trinta anos quando sofreu uma crise hemorrágica e foi internado praticamente entre a vida e a morte. Até aquele momento, não passava de um contista de poucas publicações em revistas baratas, morava em quartos de hotéis sujos e vivia de pequenos trabalhos manuais. O médico lhe dissera, após a regeneração improvável, que “mais nenhuma gota de álcool, se não você morrerá”. A recomendação médica, é claro, foi negligenciada, mas quiseram os deuses lhe dar outra oportunidade de viver pelo menos mais quatro décadas.
Ao retornar para casa depois do internamento, Bukowski sentou-se em frente à máquina e recomeçou a escrever como um louco - só que agora, poemas, muitos e muitos poemas. Em suas próprias palavras, depois de ter outra chance de viver, tudo que ele queria era “gritar um pouco”, o que classificou como um ato egoísta, mas também como algo inevitável. Desde então, Bukowski começou a tecer a sua reputação como escritor. Nas publicações underground de Los Angeles, seu nome era cultuado. Ele era o rei das “pequenas publicações”. Durante a década de setenta e principalmente nos anos oitenta, Bukowski encontrou a fama que sempre almejara. Jean-Paul Sartre lhe chamara de “o maior poeta da América”.
bukowski, literatura, poesia
É certo que Bukowski escrevia poemas desde os 15 anos, e que os seus trabalhos anteriores e posteriores ao internamento não ficaram muito diferentes em relação ao trato com a linguagem ou a algum outro aspecto formal do poema. O que é flagrante e, creio, o que determinou o reconhecimento e a qualidade da poesia de Bukowski após a sua quase morte foi a clareza e a sensibilidade adquiridas e traduzidas por ele diante de um acontecimento dessa natureza. Ao lidar com o seu tema preferido (ele mesmo), soube fazê-lo com a maior honestidade e com maior precisão que antes de ter vivido uma situação limite.
Por “ele mesmo” pode-se entender, além da questão biográfica, é claro, um modo de estar no mundo e de vivenciá-lo que, de certa forma, dialogou com muitos e muitos anjos caídos (uma expressão sua) nos Estados Unidos e fora dele. Ao abordar personagens e acontecimentos fora da engrenagem do chamado “sonho americano” (que nada mais é do que a vida comportada da classe média próspera e alienada) a poesia de Bukowski radiografou e apresentou ao mundo o outro lado da vida estadunidense.
“Anjos e cães não são / muito diferentes”. Este é um verso que abre uma de suas obras-primas, chamada “Uma janela de vidros espelhados”. Este é um verso que sintetiza bem a percepção de Bukowski sobre os seres humanos e, no limite, sobre a vida e a poesia. Para Bukowski, o que se considera grande e transcendental pode ser ao mesmo tempo algo corriqueiro, constantemente rechaçado e desprezado pela maioria das pessoas. Fazer um poema sobre os vagabundos que se sentam às duas e meia da tarde numa cafeteria de estimação para ficarem ali tomando café e esperando que o tempo passe, saboreando o escorrer melancólico do dia junto a uma xícara de café, fazer um poema com este tema significa dizer: olha, a vida pode constantemente ser sem graça e desprezível, mas se você tiver um pingo de vontade, um punhado de compaixão pela sua própria existência e a dos outros, você poderá transformar o mais reles acontecimento cotidiano em poesia. Viverá na poesia. Sentirá a poesia enquanto vive, seja em seus melhores momentos, seja em seus piores momentos, mas haverá sempre uma clareza de sentimentos que só a poesia pode proporcionar. Só deste modo conseguirá escrever algo tão simples, honesto e sensível como estes dois versos:
you can’t beat death but
you can beat death in life, sometimes.

bukowski, literatura, poesia
Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2012/03/anjo_caido_-_a_poesia_de_charles_bukowski.html#ixzz1oyLdM800

AS DOZE DAMAS REAIS DE ALEXIA SINCLAIR



Glamour, elegância, luxo e classicismo. A colecção "The RegalTwelve" de Alexia Sinclair agrupa doze das mais influentes e famosas mulheres da história num contexto contemporâneo. Veja aqui as versões de Cleopatra, Marie Antoinette e Elizabeth I criadas pela fotógrafa australiana.
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© Alexia Sinclair, "Elizabeth I".
O que é que Marie Antoinette, Alexandra Romanov, Elizabeth I e Isabella de Espanha têm em comum? Todas elas foram monarcas que fizeram história e deixaram legado para os séculos posteriores. Também todas elas estão presentes na colecção fotográfica da australiana Alexia Sinclair, "The Regal Twelve", que junta 12 mulheres da realeza ocidental.
Entre as belas artes e a arte mais comercial, Sinclair é uma fotógrafa e artista digital que usa as imagens para construir uma narrativa visual com um toque sedutor e obscuro. As suas fotografias são simbólicas e retratam as monarcas milenárias com traços de contemporaneidade e noções de moda.
Sinclair lembra-nos de um dos pecados de Marie Antoinette (a rainha extravagante), a gula, e da sua exuberância em Versalhes. Transporta-nos para o mundo de sedução e perigo de Cleopatra e reúne Elizabeth I ao jogo de xadrez, onde a peça principal foi inspirada na sua personalidade e poder (rainha). Inspirada nos artistas do Renascimento, as imagens funcionam como contos históricos inovadores, gerando uma verdade dentro da aparência da recriação.
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© Alexia Sinclair, "Marie Antoinette".
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© Alexia Sinclair, "Alexandra Romanov".

O estilo característico de Sinclair transparece através destas doze imagens de estilo barroco. O luxo e a perfeição dão o mote a uma técnica que leva 50 a 500 layers por imagem e que pode demorar até 3 meses a ser finalizada. Versátil e inspirada pelo incomum e complexo, esta artista fotográfica viaja pelo mundo à procura de novos cenários e elementos para os seus trabalhos. Até os animais mais raros são capturados pela própria e é ela que idealiza as suas personagens, os cenários e a maquilhagem. A pós-produção é também feita pela artista que mergulha até à perfeição do mais ínfimo detalhe, criando mundos novos aos quais acrescenta as suas ilustrações feitas à mão.
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© Alexia Sinclair, "Isabella of Spain".
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© Alexia Sinclair, "Cleopatra".
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© Alexia Sinclair, "Catherine the Great".
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© Alexia Sinclair, "Christina of Sweden".
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© Alexia Sinclair, "Bathory".
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© Alexia Sinclair, "Agrippina".
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© Alexia Sinclair, "Olympias".
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© Alexia Sinclair, "Eleanor of Aquitaine".
Tendo completado a licenciatura mestrado em Belas Artes com especialidade em Fotografia e Escultura, Sinclair já recebeu diversos prémios pelas suas colecções fotográficas, entre os quais a Melhor Fotografia no Graphis 100 2011. Sediada em Sydney, já trabalhou em Nova Iorque e as suas exposições já passaram por cidades como Seoul, Paris, Sydney, Melbourne e Auckland.
As imagens da sua colecção "The Regal Twelve" podem ser encomendadas através do seu website, tal como as imagens da versão masculina, "The Royal Dozen", que reúne monarcas como Alexandre, o Grande, Luís XIV e Carlos II. O seu foco não é apenas artístico, já que Sinclair se tem destacado no meio comercial, fazendo trabalhos para a Marie Claire, Canon e Harpers Bazaar.
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© Alexia Sinclair, "Alexander the Great".
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© Alexia Sinclair, "Louis XIV".
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© Alexia Sinclair, "Charles II".
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© Alexia Sinclair, "Marquis de Sade".
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© Alexia Sinclair, "Lorenzo de Medici".
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© Alexia Sinclair, "Hannibal".
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© Alexia Sinclair, "Shah Jahan".
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© Alexia Sinclair, "Pope Alexander VI".
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© Alexia Sinclair, "Peter the Great".
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© Alexia Sinclair, "Napoleon".
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© Alexia Sinclair, "Genghis Khan".
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© Alexia Sinclair, "Vlad the Impaler".


Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2011/10/as_mulheres_famosas_de_alexia_sinclair.html#ixzz1oyKbNcSi